As políticas editoriais públicas brasileiras de obras monográficas à luz da Justiça Informacional e dos Estudos Críticos da Deficiência

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.24208/rebecin.v13.482

Palabras clave:

Justiça Informacional, Editoras universitárias, Editoras institucionais, Acessibilidade, Estudos Críticos da Deficiência

Resumen

Este trabalho tem como objetivo analisar se e como a justiça informacional para pessoas com deficiência se manifesta nas políticas editoriais das editoras universitárias e institucionais públicas brasileiras. O estudo tem como fundamento a base teórico-conceitual dos Estudos Críticos da Deficiência articulado ao conceito de justiça informacional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e quantitativa, de estrutura exploratória e descritiva, que analisou os tópicos das políticas editoriais disponíveis em acesso aberto em rede digital e recursos de acessibilidade, através de seus websites. O universo da pesquisa partiu de editoras universitárias e institucionais públicas brasileiras até a delimitação do corpus via as fontes digitais identificadas. Os resultados evidenciam que a acessibilidade é pouco incorporada nas políticas editoriais da produção monográfica digital e impressa no país. A menção a termos como “acessibilidade” e “acessível”, bem como a adoção de ferramentas de acessibilidade, como Vlibras e opção de alto contraste, mostrou-se insuficiente para garantir o acesso equitativo à informação científica. Conclui-se que a ausência de políticas editoriais de acessibilidade compromete a promoção da justiça informacional e reforça barreiras informacionais, indicando a necessidade de diretrizes editoriais comprometidas com uma perspectiva crítica, ética e inclusiva.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Franciéle Carneiro Garcês-da-Silva, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Bibliotecária negra - CRB -11/1236. Professora Adjunta na Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação, da Universidade Federal do Pará (FABIB-UFPA). Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, da Universidade Federal do Pará (PPGCI-UFPA) e Professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGInfo/UDESC). Idealizadora e gestora do Quilombo Intelectual - Coordenadora do Selo Nyota. Líder do Grupo de Pesquisa Oríkì-BiCi e Vice-Líder do Grupo de Pesquisa NERSI-UFMG. Pesquisadora no projeto Editora IBICT.

Stella Moreira Dourado, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict); Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Doutora em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) em convênio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ (2018). Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Bahia (2012). Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal da Bahia (2009) e em Comunicação Social - Produção Editorial pela Faculdade Hélio Rocha (2006). Bibliotecária Documentalista da Universidade Federal de Sergipe - UFS, Coordenadora da Biblioteca da Saúde - BISAU. Pesquisadora no projeto Editora IBICT: Módulo 0.1 - modelagem, formalização e visibilidade: Integração, inovação, redes e internacionalização da produção das publicações monográficas e seriadas do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia no horizonte dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - Brasília (IBICT). Atua na área de Ciência da Informação realizando estudos sobre Cultura e processos infocomunicacionais, Tecnologias de acesso e uso da informação digital, Fake News, Desinformação e Editora.

Gustavo Silva Saldanha, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

Pesquisador titular do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e docente permanente do PPGCI IBICT; professor associado da Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Bolsista de Produtividade 1B do CNPq. Atua como gestor da Divisão de Editoração Científica do IBICT (DIECI IBICT) e editor-chefe da Editora Ibict. 

Citas

BEGON, J. Disability through the lens of justice. Oxford: Oxford University Press, 2023.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, Brasília, 6 jul. 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 20 ago. 2025.

BRASIL. Conselho Nacional do Ministério Público. Guia básico de acessibilidade na comunicação: condutas e ações em eventos promovidos pelo Ministério Público brasileiro. Brasília: CNMP, 2024.

BROCCO, G. Theories and practices of disability from the Global South: a critical anthropological perspective. Frontiers in Health Services, Lausanne, v. 4, 1261091, 2024. DOI: 10.3389/frhs.2024.1261091. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38725938/. Acesso em: 02 jul. 2025.

BUFREM, L. S. Política editorial universitária por uma crítica à prática. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 14, n.1, p. 23-36, jan./abr. 2009. DOI: 10.1590/S1413-99362009000100003. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/pci/article/view/23580. Acesso em: 05 jul. 2025.

GARCÊS-DA-SILVA, F. C. Biblioteconomia Negra: das epistemologias negro-africanas à Teoria Crítica Racial. Rio de Janeiro: Malê, 2023. (Coleção Mediação & Leituras).

GARLAND-THOMSON, R. Critical disability studies: a knowledge manifesto. In: ELLIS, K.; GARLAND-THOMSON, R.; KENT, M.; ROBERTSON, R. Manifestos for the Future of Critical Disability Studies, Volume 1. London: Routledge, 2019. p. 11-19. (Interdisciplinary Disability Studies).

GIL, A. C. Métodos e técnicas da pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

HOSKING, D. Critical disability theory. In: Biennial Disability Studies Conference at Lancaster University, 4th., 2008, Lancasrter.. Proceedings [...] Lancaster: Lancaster University, 2008. Disponível em: https://www.lancaster.ac.uk/fass/events/disabilityconference_archive/2008/papers/hosking2008.pdf. Acesso em: 20 ago. 2025.

LORENZO, T. Studying Critical Disability – A Transformative and Inclusive Agenda for Social Change: Introduction. In: RIOUX, M. H.; BUETTGEN, A.; ZUBROW, E.; VIERA, J. (eds.). Handbook of Disability. Singapore: Springer, 2024. DOI: https://doi.org/10.1007/978-981-16-1278-7_17-2. Acesso em: 20 jan. 2026.

MATHIESEN, K. Informational justice: a conceptual framework for social justice in library and information services. Library Trends, Champaing, v. 64, n. 2, p. 198-225, 2015. DOI: https://doi.org/10.1353/lib.2015.0044.

POTHIER, D.; DEVLIN, R. (eds.). Critical disability theory: essays in philosophy, politics, policy, and law. Vancouver: UBC Press, 2006. (Law and Society).

VLADIMIROVA, O. N.; CHISTYAKOVA, N. P.; MIROSHNICHENKO, O. A. Information accessibility for people with mental disabilities, including autism spectrum disorders. Autism and Developmental Disorders, Moscow, v. 21, n. 1, p. 49–58, 2023. DOI: https://doi.org/10.17759/autdd.2023210106.

Publicado

2026-08-10

Cómo citar

GARCÊS-DA-SILVA, Franciéle Carneiro; DOURADO, Stella Moreira; SALDANHA, Gustavo Silva. As políticas editoriais públicas brasileiras de obras monográficas à luz da Justiça Informacional e dos Estudos Críticos da Deficiência. Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação, São Paulo, v. 13, n. 1, p. 1–18, 2026. DOI: 10.24208/rebecin.v13.482. Disponível em: https://portal.abecin.org.br/rebecin/article/view/482. Acesso em: 24 ago. 2026.

Número

Sección

VI ERECIN