As políticas editoriais públicas brasileiras de obras monográficas à luz da Justiça Informacional e dos Estudos Críticos da Deficiência
DOI:
https://doi.org/10.24208/rebecin.v13.482Palavras-chave:
Justiça Informacional, Editoras universitárias, Editoras institucionais, Acessibilidade, Estudos Críticos da DeficiênciaResumo
Este trabalho tem como objetivo analisar se e como a justiça informacional para pessoas com deficiência se manifesta nas políticas editoriais das editoras universitárias e institucionais públicas brasileiras. O estudo tem como fundamento a base teórico-conceitual dos Estudos Críticos da Deficiência articulado ao conceito de justiça informacional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e quantitativa, de estrutura exploratória e descritiva, que analisou os tópicos das políticas editoriais disponíveis em acesso aberto em rede digital e recursos de acessibilidade, através de seus websites. O universo da pesquisa partiu de editoras universitárias e institucionais públicas brasileiras até a delimitação do corpus via as fontes digitais identificadas. Os resultados evidenciam que a acessibilidade é pouco incorporada nas políticas editoriais da produção monográfica digital e impressa no país. A menção a termos como “acessibilidade” e “acessível”, bem como a adoção de ferramentas de acessibilidade, como Vlibras e opção de alto contraste, mostrou-se insuficiente para garantir o acesso equitativo à informação científica. Conclui-se que a ausência de políticas editoriais de acessibilidade compromete a promoção da justiça informacional e reforça barreiras informacionais, indicando a necessidade de diretrizes editoriais comprometidas com uma perspectiva crítica, ética e inclusiva.
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