Biblioterapia em tempos de COVID-19
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Como Citar

Coutinho Revoredo Ribeiro, N., & Hermes Lück, E. (2020). Biblioterapia em tempos de COVID-19: como a prática pode auxiliar na manutenção da saúde mental de pesquisadores, docentes e discentes. Revista Brasileira De Educação Em Ciência Da Informação, 7(especial), 24-53. https://doi.org/10.24208/rebecin.v7iespecial.185

Resumo

Esse artigo busca discutir a importância da biblioterapia como possibilidade a ser considerada por pesquisadores, professores e alunos em tempos de COVID-19 e sugere que essa temática seja inserida no currículo dos cursos de Biblioteconomia, uma vez que o bibliotecário, em parceria com outros profissionais, é capaz de atuar com competência nesta área. A pandemia impôs, aos brasileiros e ao mundo todo, o isolamento repentino de pessoas, causando angústia e medo constantes do contágio e da morte, sentimentos que produzem uma sensação de impotência e ansiedade. Mesmo assim, pesquisadores precisam continuar com suas pesquisas e docentes e discentes precisam continuar com as aulas de modo remoto sem ter se preparado para tal. Nesse contexto, a biblioterapia surge como uma alternativa para proporcionar um afastamento momentâneo e necessário da realidade e aliviar esses sentimentos opressivos que ela gera. Adotando a metodologia da pesquisa bibliográfica, o artigo centra sua estrutura na conceituação e breve histórico da biblioterapia; na discussão sobre as alternativas que a biblioterapia pode oferecer para aliviar frustrações e ter efeito positivo no rendimento de pesquisadores, professores e alunos em meio à pandemia; e na proposição de que a biblioterapia seja incorporada no currículo dos cursos de Biblioteconomia de variadas formas. Conclui-se que a biblioterapia é uma alternativa viável para ajudar a manter a saúde mental dos pesquisadores, docentes e discentes e pode auxiliar a manter a união mesmo com a distância física. Além disso, fica evidente a importância de incorporar a biblioterapia nas discussões dos cursos de graduação de Biblioteconomia nas universidades e promover a interação com outras áreas em projetos interdisciplinares de ensino, pesquisa e extensão, gerando produção de conhecimento e práticas enriquecedoras.

https://doi.org/10.24208/rebecin.v7iespecial.185
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