Significado cultural e comportamento informacional
PDF

Palavras-chave

Significado Cultural
Necessidade de Informação
Comportamento Informacional
Síndrome de Down.

Como Citar

BERTI, I. C. W.; BARTALO, L. Significado cultural e comportamento informacional. Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação, São Cristovão, v. 4, n. 2, p. 98–118, 2018. Disponível em: https://portal.abecin.org.br/rebecin/article/view/59. Acesso em: 27 set. 2022.

Resumo

Apresenta-se os resultados de uma pesquisa que evidenciou a interveniência dos significados culturais no comportamento informacional. Com base nas teorias dos estudos de usuários da informação e do aspecto social da Ciência da Informação, foi analisado o comportamento informacional dos pais de crianças com Síndrome de Down, por meio de pesquisa documental e entrevista semiestruturada. A pesquisa comparou dois grupos de pais, um grupo com crianças nascidas nos Anos 2009 a 2013 e outro grupo com crianças nascidas nas Décadas de 1960 a 1980. Nesses contextos, considerou-se o momento do diagnóstico no reconhecimento da necessidade de informação, a busca e o uso da informação para auxiliar no desenvolvimento socioeducativo dos filhos. Os resultados encontrados indicam para a influência dos significados culturais atribuídos a anomalia, das interações sociais e da ação conjunta da família para promoção do desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida da pessoa com Síndrome de Down. Entende-se, portanto, que o acesso a informação para os pais é fator de conformação no desenvolvimento das crianças com Síndrome de Down, com vistas a promover suas potencialidades e sensibilizar a sociedade para o processo de inclusão social. No entanto, a informação perpassa as construções histórico-sociais reveladas nos significados culturais, determinantes das mudanças ocorridas nos diversos contextos informacionais relacionados ao tempo e ao espaço que ocorrem.

PDF

Referências

AINLAY, Stephen C.; BECKER, G. Gaylene; COLMAN, Lerita M. Stigma reconsidered. In: ________ (Ed.). The dilemma of difference. New York: Plenum, 1986. p.1-16.

ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila. Abordagem interacionista de estudos de usuários da informação. Ponto de Acesso, Salvador, v.4, n.2, p.2-32, maio/jun. 2010. Disponível em: <http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaici/article/view/3856/3403>. Acesso em: 12 ago. 2017.

ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila. Paradigma Social nos estudos de usuários da informação: abordagem interacionista. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.22, n.1, p.145-159, jan./abr., 2012. Disponível em: <http://www.ies.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/download/9896/7372>. Acesso em: 12 ago. 2017.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2011.

BARTALO, Linete; DI CHIARA, Ivone Guerreiro; CONTANI, Miguel Luiz. Competência informacional: suas múltiplas relações. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24., Maceió, 2011. Anais Eletrônico... Maceió: FEBAB, 2011. Disponível em: <http://febab.org.br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/paper/ viewFile/596/411>. Acesso em: 12 ago. 2017.

BURKE, Peter. Variedades de história cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p.11-37; 231-267.

________. O que é história cultural? 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

CAPURRO, Rafael. Epistemologia e Ciência da Informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 5., 2003, Belo Horizonte. Anais Eletrônico...Belo Horizonte: UFMG; ANCIB, 2003. Disponível em: <http://www.capurro.de/enancib_p.htm>. Acesso em: 12 ago. 2017.

CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 6.ed. São Paulo: Cortez, 2003.

ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1994.

GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989.

GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

HJØRLAND, Birger. Epistemology and the socio-cognitive perspectives in Information Science. JASIS, v.53, n.4, 257-270, 2002.

HJØRLAND, Birger. Empiricism, rationalism and positivism in library and Information Science. Journal of Documentation, v.61, n.1, p.130-155, 2004. Disponível em: <https://doi.org/10.1108/00220410510578050>. Acesso em: 12 ago. 2017.

LÓPEZ MELERO, Miguel. El proyecto Roma: una experiencia de educación en valores. Málaga: Ediciones Aljibe, 2003.

MARTELETO, Regina. Cultura informacional: construindo o objeto informação pelo emprego dos conceitos de imaginário, instituição e campo social. Ciência da Informação, Brasília, v.24, n.1, 1995. Disponível em: <http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/613/615>. Acesso em: 12 ago. 2017.

PENA, Gil. A deficiência intelectual em indivíduos com síndrome de Down é consequência de privação cultural, não uma determinação genética. Inclusive: Educação e Cidadania, 2009. Disponível em <http://www.inclusive.org.br/?p=8865> Acesso em: 12 ago. 2017.

SHANNON, Claude; WEAVER, Warren. Teoria Matemática da Comunicação. São Paulo: Difel, 1975.

TALJA, Sanna. Constituting “information” and “user” as research objects: A theory of knowledge formations as an alternative to the information man-theory. In: VAKKARI, Perti; SAVOLAINEN, Reijo; DERVIN, Brenda (Eds.). Information seeking in context. Londres: Taylor Graham, 1996, p.67-80.

WATZLAWICK, Paul. A realidade inventada. Campinas: PSY, 1994.

WILSON, Thomas Daniel. Human information behavior. Informing Science, v.3, n.2, p.49-54, 2000. Disponível em: <http://inform.nu/Articles/Vol3/v3n2p49-56.pdf>. Acesso em: 12 ago. 2017.

WILSON, Thomas Daniel. On user studies and information needs. Journal of Documentation, v.62, n.6, p.658-670, 2006. Disponível em: <https://doi.org/10.1108/00220410610714895>. Acesso em: 12 ago. 2017.

A ABECIN detém os direitos autorais dos trabalhos que publica, adotando as licenças do Creative Commons, exceto quando houver indicação específica de outros detentores de direitos autorais. Em caso de dúvidas, solicitamos consultar o Editor da REBECIN. Por meio dessa licença, o(s) autor(es) tem/têm a liberdade de compartilhar — copiar, distribuir e transmitir a obra, sob as seguintes condições:

a) atribuição — você deve creditar a obra da forma especificada pelo(s) autor(es) ou licenciante (mas não de maneira que sugira que estes concedem qualquer aval a você ou ao seu uso da obra).

b) uso não-comercial — você não pode usar esta obra para fins comerciais.

c) vedada à criação de obras derivadas — você não pode alterar, transformar ou criar em cima desta obra.

Evidencia-se que:

a) renúncia — qualquer das condições acima pode ser renunciada se obtiver permissão do titular dos direitos autorais.

b) domínio público — onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de maneira alguma, afetada pela licença.

c) outros direitos — os seguintes direitos não são, de maneira alguma, afetados pela licença:

- Limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos livres aplicáveis;

- Os direitos morais do(s) autor(es);

- Direitos que outras pessoas podem ter sobre a obra ou sobre a utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade.

O(s) autor(es) submeteu(ram) a declaração de responsabilidade e transferência de direito autoral à REBECIN. Para tanto, faça o download do modelo da declaração acessando a URL: https://portal.abecin.org.br/rebecin/

Obs.: Após ler e assinar envie o arquivo digitalizado junto com a submissão.