Repositórios digitais como ambiente de atuação do arquivista

princípios arquivísticos e preservação digital

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24208/rebecin.v8i.259

Palavras-chave:

Repositórios Digitais. Princípios Arquivísticos. Preservação Digital. Arquivologia.

Resumo

Os repositórios digitais surgiram com base na Iniciativa dos Arquivos Abertos – Open Archives Initiative e do Movimento de Acesso Livre - Open Access, tornando-se atores importantes na dinamização do processo de comunicação científica e sendo utilizados por instituições de ensino e pesquisa para a preservação da memória institucional por meio do auto-arquivamento de diversos tipos documentais. Dessa forma, entende-se que os repositórios digitais podem ser ambientes de atuação do arquivista e questiona-se, portanto, quais suas relações com os princípios arquivísticos e como esses ambientes contribuem para a preservação dos documentos arquivísticos digitais. Objetiva-se, a partir dessas premissas, evidenciar os repositórios digitais como ambientes de atuação do arquivista, relacioná-los aos princípios arquivísticos e com a preservação digital. Para isso, realizou-se um estudo qualitativo, exploratório e bibliográfico tomando-se por base a literatura científica nacional e internacional publicada em livros, artigos, teses, dissertações para atingir os objetivos da pesquisa. Os resultados alcançados permitiram demonstrar as relações existentes entre os ambientes dos repositórios digitais com os princípios arquivísticos e a preservação digital. Esta pesquisa propiciou contribuições acadêmicas e científicas importantes para a área da Arquivologia, bem como no que tange à atuação do arquivista, que precisa estar sempre à frente dos progressos tecnológicos inerentes à constituição dos arquivos, especialmente no que diz respeito aos arquivos digitais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Alexandre Fernal, Universidade Estadual de Londrina (UEL)/ Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus Marília (UNESP)

Doutorando em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP - Campus Marília), Mestre em Ciência da Informação pela da Universidade Estadual de Londrina (UEL) (2015). Graduado em Arquivologia pela Universidade Estadual de Londrina (2012). Áreas de interesse:gestão documental - records management, repositórios digitais, preservação digital, gerenciamento eletrônico de documentos (GED), certificação digital, gestão de conteúdos empresariais - Enterprise Content Management (ECM) e Blockchain

Fernando Luiz Vechiato , Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Professor Adjunto do Departamento de Ciência da Informação (DECIN) e do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação e do Conhecimento (PPGIC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Doutor em Ciência da Informação (2013), Mestre em Ciência da Informação (2010) e Bacharel em Biblioteconomia (2007) pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP - Campus de Marília). Tem experiência na área de Ciência da Informação, atuando principalmente nos seguintes temas: Encontrabilidade da Informação; Arquitetura da Informação; Usabilidade, Acessibilidade; Comportamento Informacional; Repositórios Digitais. Líder do Grupo de Pesquisa "Tecnologia e Gestão da Informação e do Conhecimento" (UFRN). Membro dos Grupos de Pesquisa: "Novas Tecnologias em Informação" (UNESP), "IMclusoS - Informação, Memória, Tecnologias e Sociedade" (UFPB) e "Tecnologias para Construção de Observatórios" (IBICT

Referências

BELLOTTO, H. L. Arquivística: objeto, princípios e rumos. São Paulo: Associação dos Arquivistas de São Paulo, 2002.

BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Arquivo Nacional (AN). Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). Dicionário Brasileiro de terminologia arquivística (DBTA). 2005. Disponível em: https://www.gov.br/arquivonacional/pt-br. Acesso em: 21 fev. 2021.

BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Arquivo Nacional (AN). Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos (CTDE). Resolução nº 39, de 29 de abril de 2014. Disponível em: http: www.conarq.arquivonacional.gov.br/media/publicacoes/

resol_conarq_39_repositorios.pdf. Acesso em: 15 mar. 2021.

BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Arquivo Nacional (AN). Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos (CTDE). Resolução nº 43, de 04 de setembro de 2015. Disponível em: https:/www.gov.br/conarq/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/conarq

_diretrizes_rdc_arq_resolucao_43.pdf. Acesso em: 15 mar. 2021.

COELHO, C. Um repositório digital para a u.porto: relatório preliminar. Disponível

em: http://sigarra.up.pt/up_uk/web_gessi_docs.download_file?

p_name=F1368788598/repositorio-vpreliminar.pdf. Acesso em: 15 mar. 2021.

CROW, R. The case for institutional repositories: a sparc position paper. Scholarly Publishing & Academic Resources Coalition. Washington, DC. 2002. Disponível em: http://www.arl.org/sparc/bm~doc/ir_final_release_102.pdf. Acesso em: 08 mar. 2021.

FERNAL, A. Repositórios digitais como ambientes de atuação do arquivista: um estudo dos princípios arquivísticos e da preservação digital nesse contexto. 2012. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Arquivologia) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2012.

LYNCH, C. A. Institutional repositories: essential infrastructure for scholarship in the digital age. Association of Research Libraries, Washington, DC. n. 226, p. 1-7, fev. 2003. Disponível em: http://www.arl.org/resources/pubs/br/br226/br226ir.shtml.

Acesso em: 11 fev. 2021.

MÁRDERO ARELLANO, M. A. Critérios para a preservação digital da informação científica. 2008. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Universidade de Brasília, Brasília, 2008. Disponível em: http://repositorio.bce.unb.br/handle/10482/1518. Acesso em: 11 mar. 2021.

SHINTAKU, M.; MEIRELES, R. Manual do DSpace administração de repositórios. Salvador: EDUFBA, 2010. Disponível em:https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/769/1/Manual%20do%20Dspace%282%29.pdf. Acesso em: 27 mar. 2021.

WEITZEL, S. R. O papel dos repositórios institucionais e temáticos na estrutura da produção cientifica. Em Questão. Porto Alegre, v.12, n.1, p.51-71, jan/jun. 2006. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/19/7. Acesso

em: 12 mar. 2012.

Publicado

28-10-2021

Como Citar

FERNAL, A.; VECHIATO, F. L. Repositórios digitais como ambiente de atuação do arquivista: princípios arquivísticos e preservação digital . Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação, São Paulo, v. 8, 2021. DOI: 10.24208/rebecin.v8i.259. Disponível em: https://portal.abecin.org.br/rebecin/article/view/259. Acesso em: 24 abr. 2024.