SEÇÃO
Anais do V ERECIN N/NE

O Processo de Socialização nos Clubes de Leitura no Período
Pandêmico

The Socialization Process in Reading Clubs During the Pandemic
Period

El proceso de socialización en los clubes de lectura durante la
pandemia

Beatriz de Lima Oliveira
Universidade Federal do Cariri, Brasil

beatriz.lima@aluno.ufca.edu.br
https://orcid.org/0009-0003-4663-4068
Maria Cleide Rodrigues Bernardino
Universidade Federal do Cariri, Brasil

cleide.rodrigues@ufca.edu.br
https://orcid.org/0000-0002-3812-3167

Licença:

Como citar este artigo:
OLIVEIRA, Beatriz de Lima; BERNARDINO, Maria Cleide Rodrigues. O
Processo de Socialização nos Clubes de Leitura no Período Pandêmico.
REBECIN, São Paulo, mar. p. 1-12. 2024. Edição especial. Trabalho
apresentado no 5° Encontro Regional Norte-Nordeste de Educação em
Ciência da Informação, 2023, [Salvador, BA]. DOI:
http://doixxxxxxxxxxxxxxxxxx institucional

RESUMO

Aborda a leitura e a socialização por meio de grupos de leitura,
buscando compreender o funcionamento dos clubes de leitura e do livro.
Tem como objetivo principal analisar o processo de socialização nesses
grupos desenvolvidos no período entre 2020 a 2022, enfatizando como

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acontece a interação e como as experiências de leitura ajudaram a
superar a dor causada pela pandemia. Tem como objetivos específicos:
refletir sobre o desenvolvimento de práticas leitoras; e analisar como as
experiências de leitura ajudaram a superar a dor causada pela
Pandemia. O percurso metodológico se deu a partir de uma pesquisa
exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa, questionário e
análise de conteúdo. Conclui-se que a leitura em grupo representou um
escape da realidade atípica vivenciada, com o compartilhamento de
vivências e experiências.
Palavras-Chave: leitura. práticas leitoras. clubes de leitura.

ABSTRACT
It addresses reading and socialization through reading groups, seeking
to understand how reading and book clubs work. Its main objective is to
analyze the socialization process in these groups developed in the
period between 2020 and 2022, emphasizing how the interaction takes
place and how the reading experiences helped to overcome the pain
caused by the pandemic. Its specific objectives are: to reflect on the
development of reading practices; and analyze how reading experiences
helped overcome the pain caused by the Pandemic. The methodological
path was based on an exploratory and descriptive research, with a
qualitative approach, questionnaire and content analysis. It is concluded
that group reading represented an escape from the atypical reality
experienced, with the sharing of experiences and experiences.
Keywords: reading. reading practices. reading clubs.
RESUMEN

Este artículo trata sobre la lectura y la socialización a través de grupos
de lectura, buscando entender cómo funcionan los clubes de lectura y
de libros. Su principal objetivo es analizar el proceso de socialización en
estos grupos desarrollado entre 2020 y 2022, haciendo hincapié en
cómo se produce la interacción y cómo las experiencias de lectura han
ayudado a superar el dolor causado por la pandemia. Sus objetivos
específicos son: reflexionar sobre el desarrollo de las prácticas de
lectura; y analizar cómo las experiencias de lectura han ayudado a
superar el dolor causado por la pandemia. El enfoque metodológico se
basó en una investigación exploratoria y descriptiva, con un enfoque

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cualitativo, cuestionario y análisis de contenido. Se concluyó que la
lectura en grupo representó un escape de la realidad atípica vivida, con
el intercambio de experiencias.
Palabras clave: lectura. prácticas de lectura. clubes de lectura.

1 INTRODUÇÃO

Ler é construir significados, muito mais do que decodificar o que
está escrito, se lê de acordo com o ponto de vista já vivido, com base
nas experiências, por isso a leitura é algo tão particular, cada um lê da
sua forma. Por meio de Clubes de Leitura, que buscam promover o
confronto desses diversos pontos de vista, as pessoas leitoras são
incentivadas a trocar experiências acerca de determinada obra. Partindo
do pressuposto de que os clubes de leitura contribuem para o
desenvolvimento do senso crítico dos integrantes, bem como
proporciona um momento de aprendizado e descontração, esta
investigação problematiza: em que medida os clubes de leitura e do livro
contribuíram para o processo de socialização durante o isolamento
social da Covid-19, de 2020 a 2022?

A hipótese é que durante o período de isolamento social devido à
Covid-19, as pessoas buscaram a socialização através de clubes de
leitura. Pressupõe-se ainda que os efeitos da leitura em seus integrantes
foi um balizador de alívio emocional das dores e perdas causadas pelo
isolamento social em virtude da Covid 19 e que os encontros ajudaram
na socialização dos leitores. Neste sentido, tem-se como objetivo geral:
analisar o processo de socialização entre os participantes de clubes de
leitura desenvolvidos no período pandêmico. E como objetivos
específicos: refletir sobre o desenvolvimento de práticas leitoras; e
analisar como as experiências de leitura ajudaram a superar a dor

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causada pela Pandemia.

2 A LEITURA E A PRODUÇÃO DE SENTIDOS
A atividade de leitura não corresponde a uma simples

decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e
compreender o que se lê. Ler é interpretar uma percepção sob as
influências de um determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo
a uma compreensão particular da realidade. Nesta concepção dialógica
a leitura é também um ato político. Ler é atribuir sentidos e este não é
único ou unilateral, ele é diverso e dinâmico, não se limita a tempo ou
espaço. É ligado ao contexto e experiências da pessoa leitora, que
preenche as lacunas iniciadas com a autoria e se apropria do texto a
partir do significado atribuído pelo(a) leitor(a).

Coaduna-se com Chartier (1990, p. 136) quando afirma que a
“leitura não acontece de maneira única, mas decorre de uma prática
criadora e plural, cujas formas de ler se alteram conforme mudam os
leitores”, acrescenta-se ainda, conforme mudam o contexto, a
intencionalidade e as experiências. Pode-se afirmar que leitura também
tem formas, modos, gestos e espaços. Como afirma Roger Chartier
(1994, p. 13) “a leitura é sempre uma prática encarnada em gestos, em
espaços, em hábitos [...]”. Assim, esses modos e formas, gestos e
espaços, se constroem a partir das práticas e mediações do mundo,
seja ele letrado ou não, no contexto presencial ou virtual.

Martins (1994) estabelece que a leitura, pode ocorrer de várias
maneiras, mas que a visão crítica também ocorre pela bagagem do
sujeito e pelo diálogo dele com outros sujeitos e o mundo. A leitura,
quando ampliada e potencializada, permite a autonomia do leitor perante
o mundo (MARTINS, 1994). Assim, o sujeito que compreende as leituras

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que o mundo oferece, aprende a conhecer e reconhecer o momento em
que vive. Morais (1996, p. 111) afirma que “Ler nas entrelinhas é inferir
algo que não está escrito a partir do que está escrito. A habilidade que
está em jogo aqui ultrapassa o escrito para chegar à intenção”. Só é
possível ler nas entrelinhas quando se tem conhecimento de outros
textos, sejam escritos ou não, quando se tem consciência de si como
leitor, somente assim, é possível construir sentidos.

Goulemot (1998, p. 107) afirma que “[...] seja popular ou erudita,
ou letrada, a leitura é sempre produção de sentidos”. O autor fala das
evidências do processo de leitura em que se constrói sentidos a partir
das sequências de pistas que o texto dá, já mencionado aqui.
Lembrando que o texto é, assim como a língua, polissêmico e aberto a
ser agregado às outras leituras que o leitor porventura tenha realizado.
Portanto, desenvolver práticas leitoras é um processo consciente e
interligado com os sentidos, sensações e emoções, é objetivo e pontual.
É independente do suporte, do ambiente ou dos muitos gestos que
envolve.

A leitura, portanto, torna-se um exercício de preenchimento de
ausências ou como afirma Michel de Certeau (1998, p. 259) “uma
operação de caça”. É a partir desses preenchimentos realizados pelo
leitor a partir da relação entre texto e contexto, que se desenvolve a
criticidade. A consciência crítica difere-se da ingenuidade, aquela não
aceita tudo o que ouve ou lê como verdade absoluta, ela sai da
acomodação do senso comum. Criticidade é a capacidade de conhecer
a realidade a fundo e nela intervir.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A fim de entender o objeto de pesquisa e alcançar os objetivos

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propostos, optou-se pela abordagem qualitativa que auxiliará a entender
a relação entre o objeto e o contexto, como afirmam Prodanov e Freitas
(2013, p. 70) na abordagem qualitativa há uma “[...] relação dinâmica
entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o
mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido
em números”. Próprios da abordagem qualitativa, foram utilizados os
tipos de pesquisa exploratória e descritiva.

Para Gil (2008, p. 27) “As pesquisas exploratórias têm como
principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e
ideias, tendo em vista a formulação de problemas mais precisos ou
hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores”. A pesquisa descritiva,
conforme Prodanov e Freitas (2013, p. 52) tem o objetivo de “descrever
as características de determinada população ou fenômeno ou o
estabelecimento de relações entre variáveis”.

Para a coleta de dados utilizou-se o questionário padronizado
elaborado no Google Forms e enviado através de e-mails e redes
sociais no período de 05 de maio a 05 de junho de 2023, do qual
obteve-se 40 respostas. A análise dos resultados deu-se pela análise de
conteúdo de Bardin (2016) que compreende “[...] a descrição do
conteúdo manifesto e latente das comunicações” (GIL, 2002, p. 89) a
partir das três fases de sua aplicação.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A coleta através de questionário elaborado pelo Google Forms, se

deu no período de 05 de maio a 05 de junho de 2023, em que o
instrumento foi enviado através de e-mail e redes sociais. Obteve-se
neste período 40 respondentes e iniciou-se a análise com base no
caminho metodológico proposto, algumas perguntas não foram

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respondidas na sua totalidade, por isso há divergência no total de
respondentes.

Sobre a participação em clubes de leitura, 32%, correspondendo a
80% dos respondentes, afirmaram participar de alguma forma de um
clube de leitura. O ano em que se deu a entrada nos grupos para
podermos identificar a procura por clubes de leitura durante a pandemia,
a Figura 1 ilustra a linha do tempo da entrada dos respondentes nos
respectivos grupos.

Figura 1 - Linha do tempo da entrada no grupo de leitura

Fonte: Dados da pesquisa, 2023.

Observou-se que houve uma maior concentração em 2020,
primeiro ano da pandemia. Este foi o momento mais crítico, uma vez em
que ao mesmo tempo que as pessoas foram pegas de surpresa pela
política de isolamento social, foi necessário além de manter o
distanciamento, dividir espaços, lidar com o medo e as perdas. A leitura
provoca e estimula o raciocínio e a reflexão, e em momentos difíceis
como de uma doença, dores etc., opera como um dispositivo que tira o
foco do que está se passando e promove uma catarse, transportando
para outros espaços e, temporariamente, amenizando a dor ou o
problema. Este é um princípio terapêutico da leitura (BERNARDINO;

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ELLIOTT; ROLIM NETO, 2012).
Sobre o formato das reuniões, 17 pessoas ou 42,5% responderam

que as reuniões se davam remotamente; 37,5% afirmaram que no início
era no formato remoto e depois passou a ser presencial; enquanto 20%
afirmaram ser presencial. Infere-se que, possivelmente estes, ou a
maioria, fazem parte dos 15% que iniciaram nos anos de 2022 e 2023.

Foi indagado aos respondentes se participar de um clube de leitura
tinha os ajudado de alguma forma na superação de alguma dificuldade,
durante a pandemia. 85% responderam que sim, apenas 2,5% que não
e 12,5% não souberam responder. A maioria respondeu que a leitura foi
um apoio para os momentos de pandemia e as questões que
envolveram este período.

Entendendo, portanto, os benefícios da leitura na vida das
pessoas, foi solicitado que os respondentes citassem em medida a
leitura ajudou no período de isolamento social por Covid 19. A fim de
organização da análise e não identificação das pessoas respondentes,
adotou-se a codificação LR1, significando Leitor Respondente 1 e assim
sucessivamente, como se observa no quadro 1:

Quadro 1 - Categorização dos benefícios da leitura
Aquisição de

Conhecimentos
Lidar com as emoções /

psicológicas
Socialização

LR8: “[...] concentração
para o dia. Momentos de
conhecimento e partilha”.

LR11: “No controle da
ansiedade e pressão
psicológica”.

LR2: “[...] convivência
com as pessoas”.

LR12: “[...] compartilhar e
adquiri conhecimentos”.

LR12: “Me acalmar nos
momentos de ansiedade
[...]”.

LR7: “Ajudou a me
manter conectada [...]”.

LR13: “A melhorar a
comunicação, estimular o
senso crítico”.

LR13: “[...] reduzir o
estresse e a ansiedade”.

LR9: “[...] como forma
de socialização [...]”.

FR16: “Desenvolvimento
pessoas e conhecimentos

LR14: “Superar
momentos difíceis [...]”.

LR10: “[...] interagir
socialmente [...]”.

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novos [...]”
LR17: “[...] desenvolveu o
estímulo pela leitura”.

“LR15: “Amenizar o
sentimento de ansiedade
[...]”.

LR23: “Aproximação
entre as pessoas”.

LR18: ‘Me ajudou nos
estudos e ter um
pensamento mais crítico”.

LR17: “Diminuiu a
ansiedade [...]”.

LR24: “Melhorou
interação social”.

Fonte: Dados da pesquisa, 2023.
O que se observa nas falas de cada respondente é que a leitura foi

uma espécie de alento para o momento vivido, que participar do grupo,
ajudou na socialização entre as pessoas e a atravessar o isolamento de
forma mais tranquila, sem sentir-se só. Corrobora-se com o pensamento
de que a leitura funcionou, neste momento pandêmico, como um agente
desfocalizador da situação, como pode-se observar pelas falas das
pessoas respondentes do questionário.

Zoara Failla (2021), coordenadora da pesquisa Retratos do Brasil,
5ª edição, afirma que a leitura de livros aumentou 75% na pandemia. Ao
falar sobre a leitura no âmbito dos objetivos de desenvolvimento
sustentável (ODS) e na pandemia, especificamente, afirma que, “Nesse
contexto, a leitura desponta como um dos mais proeminentes caminhos
para liberar as mentes para um continuum da educação e da
aprendizagem ao longo da vida” (FAILLA, 2021, p. 48). Buscou-se
conhecer quais os impactos que a leitura trouxe na vida dos
respondentes, considerando a participação em clubes de leitura ou livro,
em relação às questões pontuais como: rendimento escolar,
compreensão dos limites e melhoria na socialização.

Em dados percentuais, tem-se, entre os respondentes, 70% que
afirma que a participação nos clubes de leitura ou de livros melhorou
seu rendimento escolar; 77,5% afirmam que melhorou no entendimento
de seus próprios limites como pessoa; e 85% afirmam que a sua
socialização melhorou. Ora, não se pode esquecer que este foi um

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período intenso, em que a pandemia impôs novas formas de agir e de
se relacionar. As narrativas sociais se redimensionam e passam a
compor as telas dos computadores, tablets e smartfones. As fragilidades
humanas são aguçadas e o medo ronda o tempo todo. Neste tempo
sombrio da pandemia, a leitura desponta como alento, como bálsamo,
que ajuda a curar as dores e a dar novo sentido.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta pesquisa possibilitou entender o processo de socialização

nos clubes de leitura e a influência desses momentos de leitura em
grupo, auxiliando a amenizar os impactos do isolamento social. Dessa
forma pode-se concluir como a participação em grupos de leitura foi uma
forma de escape da realidade para muitas pessoas, que em meio a
pandemia buscaram uma forma de interação social que à medida que
foge da realidade, sai da zona de conforto e permite compartilhar as
vivências com os demais participantes.

Partindo do pressuposto de que a leitura desempenha um papel
fundamental na vida em sociedade, esses momentos em grupo, trazem
inúmeros benefícios para os participantes. A leitura proporciona o
desenvolvimento do senso crítico, em que o leitor é colocado como
protagonista, como atribuidor de significados e, levando em conta a
interferência da bagagem cultural, que corresponde a tudo aquilo que o
leitor acumulou em sua vida, outras leituras, vivências, experiências
diversas etc.

Vale destacar o contexto da pesquisa, a pandemia por Covid-19,
como a leitura se faz relevante nesse momento atípico. Como percebe-
se pelas respostas, muito se foi destacado como a leitura se fez
presente e como ajudou a passar pelas adversidades e trazer mais

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leveza para a vida.
A socialização se dá pela interação entre os participantes, além

disso, a aquisição de conhecimentos é um dos principais pontos desse
processo. A leitura amplia a bagagem cultural, a troca dialógica das
percepções do texto e, no caso do período em que o isolamento social
era uma exigência sanitária, a leitura partilhada e a discussão dos textos
preenchiam além das lacunas próprias da leitura, as sensações e
emoções originadas em plena pandemia.

Assim, após a análise dos dados coletados, compreende-se que a
pergunta-problema: ‘como se deu o processo de socialização através da
leitura em clubes de leitura e do livro no período de 2020 a 2022?’, foi
respondida; e que os objetivos foram atingidos. O processo de
socialização se deu pelos momentos de interação e compartilhamento
de leituras, pelas trocas e conhecimentos partilhados, em um ambiente
de afeto, necessário ao momento vivenciado.

A leitura funcionou como um conforto em um momento em que se
tinha que manter o isolamento social. A socialização nos grupos
amenizou as dores, os medos e as sensações que este período trazia. A
leitura ressignificou a pandemia para muitos, construiu pontes e
estabeleceu conexões. Esta pesquisa não pretende esgotar o assunto,
apenas contribuir para o debate e reflexão sobre os clubes de leitura na
sociedade.


REFERÊNCIAS

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70,
2016.
BERNARDINO, Maria Cleide Rodrigues; ELLIOTT, Alice Goes; RLIM
NETO, Modesto Leite. Biblioterapia com crianças com câncer.

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Informação & Informação, Londrina, v. 17, n. 3, p. 198-210, 2012.
Disponível em:
https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/10992.
Acesso em: 9 jul. 2023.
CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: artes de fazer. 7. ed.
Petrópolis: Vozes, 1994.
CHARTIER, Roger. História cultural: entre práticas e representações.
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GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed.
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MORAIS, José. A arte de ler. São Paulo: Editora UNESP, 1996.
PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani César. Metodologia
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acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo, RS: Feevale, 2013.

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